Com as aulas de volta, as discussões sobre o telemóvel tendem a acontecer sempre nas mesmas alturas: de manhã, antes de sair de casa, e à noite, antes de dormir. Para quem procura controlo parental iPhone, há uma forma de tirar essas discussões da rotina. Com o Kids360, os pais definem as regras uma vez, no próprio telemóvel, e elas passam a valer em todos os dias da semana.
Um exemplo. Nos dias de escola, a Matilde, de 12 anos, tem uma hora e meia para jogos, vídeos e redes sociais. Às 21:30 começa o horário de sono, e a partir daí só ficam disponíveis as aplicações que os pais escolheram, como o despertador. Quando o tempo diário acaba, ela continua a poder ligar, enviar mensagens e abrir o mapa ou as aplicações da escola. O pedido de «só mais cinco minutos» deixa de ser negociado todas as noites, porque a regra já foi combinada antes.
Três perguntas antes de escolher
Quem compara ferramentas de controlo parental costuma olhar primeiro para a lista de funcionalidades. Na prática, há três perguntas que dizem mais.
A primeira é se as regras acompanham a semana real. Uma terça-feira com escola e treino não é igual a um sábado. No Kids360, o limite diário pode mudar de dia para dia, e há horários próprios para a escola, para o sono e para as atividades. Durante as aulas, por exemplo, só funcionam as aplicações que os pais deixaram disponíveis.
A segunda é se a criança percebe as regras. No telemóvel dela aparece o tempo que ainda tem, e chega uma notificação quando esse tempo está a acabar. Os pais também recebem um aviso quando o limite é atingido. Saber com o que conta ajuda a criança a organizar o próprio tempo, em vez de ser apanhada de surpresa a meio de um jogo.
A terceira é o que acontece quando é preciso mais tempo. Em vez de pedir, a criança pode ganhar minutos. Os pais criam uma tarefa, como arrumar o quarto ou acabar os trabalhos de casa, e o tempo extra junta-se ao limite do dia. Há também tarefas de lógica e raciocínio que valem minutos.
Conteúdo e estatística
Além do tempo, há o conteúdo. Com o Kids360, os pais podem bloquear sites para adultos, impedir compras dentro das aplicações e cortar o acesso à internet em aplicações escolhidas. Este último serve, por exemplo, para um jogo que se joga bem sem rede, mas cujo chat só funciona online.
A estatística mostra quanto tempo por dia a criança passou ao ecrã ao longo da semana, dividido por categorias como jogos, redes sociais ou vídeo. Para uma conversa sobre hábitos, isto chega. É mais fácil falar de duas horas de jogos numa quinta-feira do que de uma impressão vaga.
O iPhone já traz o Tempo de ecrã, a ferramenta da própria Apple, que se configura através da Partilha com a família e permite definir pausas e restrições de conteúdo. No Kids360, os pais têm num só sítio os limites de cada dia, os horários, os filtros e as tarefas que dão minutos. Podem também acrescentar um segundo responsável, vários filhos e vários dispositivos, para que pai e mãe vejam e ajustem as mesmas regras.
Por onde começar
Não é preciso ligar tudo no primeiro dia. Um começo simples é escolher uma só regra, como o horário de sono, e deixá-la correr durante uma semana. Depois, a estatística por categorias mostra se as noites mudaram, e a regra seguinte decide-se a partir daí. O ideal é decidi-la em conversa com a criança, que muitas vezes sabe melhor do que ninguém onde o tempo lhe foge.