Parental Intelligence

Controle parental: o que avaliar antes de escolher uma app

Bloquear o telemóvel às 22h00 de uma terça-feira resolve essa terça-feira. Na quarta, a conversa recomeça no mesmo ponto.

Bloquear o telemóvel às 22h00 de uma terça-feira resolve essa terça-feira. Na quarta, a conversa recomeça no mesmo ponto. Por isso, ao escolher uma app de controle parental, a lista de bloqueios diz menos do que parece. Conta mais saber se as regras ficam definidas antes da discussão e se a criança sabe quais são.

No Kids360, o primeiro passo é simples: o pai ou a mãe escolhe as apps de entretenimento e define quanto tempo podem ser usadas por dia. Quando esse tempo acaba, ficam disponíveis apenas as chamadas, as mensagens, os mapas e as apps da escola. A partir daqui, há quatro perguntas que ajudam a avaliar esta ou qualquer outra app.

As regras ficam definidas de uma vez?

O limite diário pode acompanhar o calendário: duas horas nos dias de aulas, um pouco mais ao sábado. Os horários cobrem as partes do dia que têm regras próprias. Durante as aulas, só abrem as apps que escolheu. Às 21h30 começa o horário de sono, e fica apenas o despertador. No dia do treino de futebol, o telemóvel fica reduzido ao essencial. Nas férias, basta ajustar o horário das aulas; o resto continua como estava. Configura-se uma vez, e o «só mais cinco minutos» deixa de ser negociado todas as noites.

Dá para ver para onde vai o tempo?

Antes de mexer nos limites, ajuda saber de onde se parte. As estatísticas mostram quanto tempo o Tomás passou ao telemóvel em cada dia da semana. Às vezes o padrão percebe-se à primeira vista: a terça-feira sem atividades, o domingo à tarde. Com estes números, a conversa sobre hábitos parte de factos e não de impressões, e o limite que definir passa a ter uma base. Ao fim de duas semanas, as mesmas estatísticas mostram se esse limite está a funcionar ou se precisa de ajuste.

A criança sabe quais são as regras?

Uma regra que a criança não conhece parece um castigo quando chega. No Kids360, ela vê na sua própria app os limites e o tempo que lhe resta, e recebe um aviso antes de o tempo acabar. Assim, consegue terminar o episódio ou guardar o jogo a tempo. Se passar muito tempo seguido a olhar para o ecrã, recebe também um lembrete para fazer uma pausa. Os pais, por seu lado, são avisados quando o limite é atingido e não precisam de andar a verificar.

O tempo extra tem de ser negociado?

Quando o limite é a única regra, cada minuto a mais depende de um pedido. Com as tarefas, o pai ou a mãe propõe algo concreto, como arrumar a mochila para o dia seguinte ou pôr a mesa, e a criança ganha minutos quando o faz. Há também tarefas de lógica e raciocínio dentro da app. Os minutos ganhos somam-se ao limite do dia, e a regra base continua a mesma. A Inês sabe que, se quiser mais meia hora de jogo ao sábado, tem um caminho que não passa por insistir.

O que o Kids360 não faz

Numa escolha honesta, conta também o que não esperar. O Kids360 não lê mensagens, não grava chamadas e não fica escondido: a criança tem a sua app e vê as regras. Mostra onde ela está no mapa, mas a localização é um complemento; o centro é o tempo de ecrã. Com mais do que um filho, cada um tem os seus limites e as suas estatísticas na mesma conta. E os dois pais gerem a mesma conta a partir dos seus telemóveis, por isso o limite de terça-feira é o mesmo, esteja quem estiver em casa.

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